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Amun
[Amon, Ammon, Amen]
Representações:
Forma humana com uma coroa
alta emplumada, em geral duas plumas
(kachuti),
da cintura pende-lhe atrás, no
queixo tem a entrançada pêra dos deuses uma
cauda de touro ecornos retorcidos
Significados:
Deus do vento e do ar, "o
escondido", chefe de todos os deuses
Familia:
Mut,
Khonsu
Locais
Principais: Tebas (Karnak,
Luxor)
Identificação
com outras divindades:
Rá, Chu,
Min, Ptah, Zeus

Amun
Amun era o deus local de Tebas, o seu culto foi o mais forte entre todas as
divindades egípcias, especialmente no Império Novo. Na XII dinastia o seu culto
tornou-se mais notório devido ao grande apoio que os faraós deram ao serem
iniciadas várias construções em Karnak, as quais viriam a crescer
monstruosamente nos séculos seguintes. Em Tebas Amun formava uma tríade com Mut
(sua esposa Tebana) e Khonsu (jovem deus lunar), como principal deus da cidade
capital ele tornou-se o rei dos deuses. Durante o reinado de Akhenaton (séc. XIV
a.C.), o deus Tebano sofre a perseguição do monarca (conhecido como "o herége")
que acabou na altura por substituir todos os deuses pelo seu deus único Atun. A
estátua do deus era objecto de cuidados especiais diários: o despertar, o
ataviar, o incensar, e o alimentar (espiritualmente, já que os grandes
beneficiados com as oferendas Amonianas eram os próprios sacerdotes de Amun).

Templo de Karnak - Entrada -
Outubro 2002.
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