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                   1887   As Cartas de Armarna

 

        Em 1887 foi descoberto o  arquivo de Amarna, mais de 300 tabuinhas de argila redigidas em cuneiforme que são vestígios da intensa correspondência diplomática entre a corte Egípcia e vários reinos do Próximo Oriente. Nunca tinha sido encontrado nada do género nas margens do Rio Nilo, e porque as tabuinhas pareciam tão pouco promotedoras a descobridora Egípcia ficou contente por conseguir vender a um viiznho, por umas míseras 10 piastras,  aquelas que não destruiu.

 

        Ao tempo da descoberta o homem melhor posicionado para analisá-la, o Professor Archibald Henry Sayce, estava ausente do Egipto; algumas amostras foram levadas para França para serem mostradas ao eminente, e quase cego na altura, Jules Opert, que as acabou por desmarcar como óbvias falsificações. Outros melhor fornecidos visualmente do que o idoso Professor, foram mais astutos na sua análise - entre eles E. A. Wallis Budge (1857-1934) na altura assistente no British Museum. Ao contrário de quase todos os Egiptólogos Budge tinha experiência de trabalho com cuneiforme, e ao contrário do seu idoso colega, ele compreendeu por fim a importância daquilo que estava a analisar. Ele conseguiu identificar o nome de Amenophis III, pai do Faraó herético Akhenaten (Amenophis IV) que mandou construir a cidade de Akhetaten na planície de el-Armarna.

 

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Ernest A. Wallis Budge

Ernest A. Wallis Budge

(1857-1934)

 

        Budge decidiu de imediato comprar o material que lhe tinham mostrado, e também aqui o seu instincto se revelou correcto: aquilo que a mulher Egípcia descobrira revelou ser uma parte de um arquivo diplomático datando de meados do 2º milénio A.C. As notícias, acerca da importância das tabuinhas, correram depressa e as restantes peças foram rapidamente adquiridas pelo Museu de Berlim, Museu do Louvre e o Museu Egípcio de Bulaq.

 

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William M. Flinders Petrie

William M. Flinders Petrie

(1853-1942)

 

        O primeiro Egiptólogo a localizar o sítio onde foi feita a descoberta foi William M. Flinders Petrie (1853-1942). Escavando em el-Armarna em 1881, perto da Casa do Rei (os aposentos privados do Faraó), Petrie desviou a sua atenção para um edifício que tinha sido sugerido num ano anterior pelo Prof. Sayce como  o local onde tinham sido encontradas as tabuinhas. Petrie confirmou então esta identificação ao analisar melhor o local.

 

 

 

Amarna Letters :

http://nefertiti.iwebland.com/amarnaletters.htm

 

The Amarna Letters :

http://www.courses.psu.edu/cams/cams400w_aek11/amarnal.html

 

Amarna, Capital Of Ancient Egypt :

http://www.mcdonald.cam.ac.uk/Projects/Amarna/home.htm

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